4. DEPOIS DA QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA VOLTEI A TRABALHAR, MAS FIQUEI COM A MEMÓRIA PREJUDICADA, TENHO LENTIDÃO EM PROCESSAR AS COISAS E ME CANSO FACILMENTE. QUANTO TEMPO EU TEREI QUE ESPERAR ESSES EFEITOS COLATERAIS PASSAREM?​

Muitas mulheres que realizaram tratamento contra o câncer de mama relatam problemas de concentração, memória e fadiga. Esses efeitos não são exclusivos de quem realizou quimioterapia e podem durar de meses a anos, dependendo de cada caso. O uso de lembretes, prática regular de atividade física, alimentação saudável rica em vegetais e orientação médica costuma evitar e aliviar esse tipo de sintomas.​

Dr. Cláudio Rocha

ONCOLOGISTAS

1. Estive em um tratamento de um câncer de mama há uns três anos, agora o câncer voltou. Será mesmo que o câncer não tem cura, só tem controle? Serei sempre uma paciente oncológica?

Dependendo do estágio da doença ao diagnóstico bem como outras características anatômicas e moleculares, a paciente com câncer de mama apresenta maior ou menor chance do retorno da doença, denominada de recidiva. Quando se fala que a doença voltou (recidiva) ou se disseminou para outros órgãos (metástases), o tratamento passa a ter objetivo de controle da doença ao invés da cura. Devido aos grandes avanços no conhecimento dos diversos tipos de câncer de mama e desenvolvimento de inúmeros tratamentos, hoje em dia é possível que a doença avançada se torne crônica e muitas mulheres vivem com câncer sob controle com qualidade de vida.

2. O uso de anticoncepcionais aumenta o risco de câncer de mama?

Sim. De acordo com estudos recentes, o uso de qualquer tipo de anticoncepcional hormonal (incluindo o DIU de progesterona) foi associado a 1,3 novos casos de câncer de mama para cada 10.000 mulheres ao ano, uma parcela pequena. Portanto, recomenda-se que as mulheres que fazem uso desse método contraceptivo não interrompam seu uso e que conversem com seus médicos, avaliando seus riscos e benefícios.

3. Minha mãe e minha irmã tiveram câncer de mama, provavelmente eu terei também?

Não. De todos os casos de câncer de mama, apenas 10% das mulheres diagnosticadas tem a doença por causa hereditária. No caso acima, recomenda-se a investigação e aconselhamento genético bem como nas mulheres diagnosticadas abaixo dos 45 anos, àquelas com histórico de outros tumores em qualquer idade e/ou de casos de câncer na família, do lado materno e /ou paterno. O ideal é toda e qualquer paciente que se enquadre em um ou mais fatores seja investigada, especialmente para a pesquisa d a mutação nos genes BRCA-1 e BRCA-2. Caso estejam presentes, sugere-se a participação em programas de prevenção e rastreamento de acordo com protocolos específicos com o objetivo de diagnosticar a doença precocemente e impedir que ela apareça a partir de mudanças no estilo de vida.

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