4. Depois de um tratamento de um câncer de mama fiquei com linfedema no braço. Por que isso aconteceu?

Uma das principais consequências tardias da cirurgia mamária radical é o linfedema. Com a evolução das técnicas cirúrgicas atuais, esta complicação tem se tornado cada vez mais rara. Quando indicado, o esvaziamento axilar (retirada dos linfonodos axilares) acaba por alterar as vias de drenagem do membro superior do mesmo lado da cirurgia. Dessa forma, qualquer agressão ou trauma sofrido pelo membro pode causar inchaço (edema) do mesmo, difícil de ser drenado pelas vias linfáticas alteradas. O edema então se acumula, causando desconforto, dor e dificuldade de movimentação do membro.

DR. THIAGO ALMENDRA

MASTOLOGISTA

1. A DOR NA MAMA PODE SER UM SINTOMA DE CÂNCER?

A dor mamária representa a principal queixa das pacientes nos consultórios de especialistas em mama. Na grande maioria das vezes, não está relacionada ao câncer. O câncer de mama pode apresentar dor, mas, nesses casos, a doença se manifesta com outros sinais ou sintomas que são mais característicos ou suspeitos, como um volumoso nódulo palpável, úlcera mamária, nódulo axilar avançado, ou até quando a doença estiver atingindo tecidos mais profundos. Portanto, a dor existe em alguns poucos casos, mais avançados, juntamente com outros sinais e sintomas. A dor isolada que aparece geralmente uma semana antes da menstruação tem causa hormonal e não representa câncer de mama ou risco de desenvolvê-lo. Nas mulheres que já pararam de menstruar, a dor mamária isolada, unilateral, pode estar associada a doenças ou fatores osteomusculares e que, também, não representa câncer de mama ou risco de desenvolvê-lo.

2. Descobrir um câncer de mama precocemente garante a cura?

Os cânceres não são todos iguais e, portanto, não têm comportamentos iguais. A biologia de cada câncer é a maneira como cada organismo reage ao desenvolvimento da doença são fatores que podem determinar o sucesso ou não do tratamento. Dessa forma, descobrir um câncer de mama precoce não é garantia absoluta de cura, já que muitos outros fatores podem estar envolvidos no processo. Contudo, a descoberta precoce, isoladamente, aumenta sobremaneira as chances de sucesso, que podem representar a cura e/ou a melhora da qualidade de vida da paciente.

3. Qual é o melhor momento para fazer a reconstrução mamária?

As técnicas cirúrgicas têm avançado muito ultimamente. Hoje, os cirurgiões fazem cirurgias menores, menos agressivas, com pequenas cicatrizes e com resultados estéticos satisfatórios. Para as mulheres que serão submetidas a mastectomia (retirada de toda a mama), as indicações e as alternativas de reconstrução devem ser discutidas com os médicos responsáveis. O melhor momento para fazê-la vai depender de alguns fatores, como tipo de cirurgia e outros tratamentos subsequentes à cirurgia. No entanto, há uma tendência a indicar reconstrução imediata (no mesmo tempo cirúrgico da retirada da mama) ou o quanto antes, na maioria dos casos de mastectomia.

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